Falta transparência na Câmara de Salvador
3 03UTC janeiro 03UTC 2009
Quando se trata de transparência, a Câmara Municipal de Salvador tem nota zero. É o que indica a pesquisa do “Transparência Brasil. De acordo com os dados, A Casa Legislativa não publica em seu sítio de Internet informações sobre como cada parlamentar usa os recursos disponibilizados a eles; uso de verbas indenizatórias ou sobre as viagens realizadas pelos parlamentares. Tampouco são publicados dados sobre o comparecimento dos vereadores ao Plenário e às sessões de Comissões.
Os contribuintes da cidade desconhecem detalhes sobre as despesas realizadas por seus representantes; não se sabe quem são os funcionários contratados por eles para, alegadamente, servir em seus gabinetes, quais são suas funções e quanto recebem de salário.
Em 2008, orçamento para 2008 foi de R$ 79,2 milhões, o que significou um custo de R$ 1,9 mihões para manter cada mandato parlamentar até ofinal do ano. É a maior quantia entre as Câmaras das capitais nordestinas. Levando-se em conta apopulação da cidade, verifica-se que cada morador de Salvador desembolsou em 2008 R$ 27,41 paramanter a Casa Legislativa.
Cada vereador de Salvador recebeu um salário de R$ 7.155,00. O orçamento da Câmara disponibilizou ainda R$ 22.267,20 por mês a cada um deles para a contratação de 12 a 20 assessores de gabinete. Outros R$ 7 mil puderam ser solicitados como verba “indenizatória”, destinada ao ressarcimento de despesas incorridas diretamente pelos vereadores com a divulgação das atividades do mandato e com o aluguel de veículos. Os vereadores também contaram com franquias de alguns serviços pagas pela Câmara: R$ 2 mil como vale-combustível, R$ 350 para envio de correspondências, R$ 300 para gastos com telefone fixo e
mais R$ 300 para despesas com telefone celular. Assim, cada vereador representou uma despesa mensal de até R$ 39.372,20.
Confira a pesquisa:

