A Política levada a sério

Este blog contém matérias, artigos, dicas de livros, videos sobre política. Através dele, todos os apaixonados por política poderão ficar bem informados.

DEM e PMDB se unem em debate na TV Band

30 30UTC agosto 30UTC 2008

Uma espécie de aliança entre o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), que tenta a reeleição, e o deputado federal ACM Neto (DEM), marcou o início do debate de ontem entre os candidatos a prefeito de Salvador, realizado pela TV Bandeirantes. A tática ficou clara desde o primeiro bloco, quando ACM Neto pediu a João Henrique que falasse da suposta traição do PT, que saiu da atual administração “no segundo tempo”, após três anos e meio de parceria.

João Henrique aproveitou para dizer que traído foi o povo de Salvador e devolveu a “gentileza” do democrata, com críticas ao seu antecessor, Antônio Imbassahy (PSDB), que divide a liderança das pesquisas com o candidato do DEM, ex-PFL, partido a que Imbassahy foi filiado. Adiante, disse que os bons índices registrados no governo João resultam da participação de partidos como o PT (Saúde), PCdoB (Educação) e PSB (Emprego). “Logo, o senhor foi quem traiu Salvador ao não discutir com estes partidos temas importantes como o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU)”, reagiu.

Bairro da Paz vira alvo de candidatos

O Bairro da Paz foi o local escolhido para pedir votos, na manhã deste sábado, 30, por três candidatos a prefeito de Salvador: João Henrique (PMDB), Walter Pinheiro (PT) e Antônio Imbassahy (PSDB). Com seus 65 mil habitantes, o bairro tem uma história de resistência que remonta a 1982, quando ali se instalou a invasão das Malvinas, depois batizada de invasão Yolanda Pires, até ser legalizado no governo de Waldir Pires, em 1986.

Não se sabe se a intenção era “embolar tudo para dizer que o PT está com eles”, como disse o candidato a vereador petista, Carlos Santos, mas o fato é que os três candidatos da base do governador Jaques Wagner (PT) elegeram o populoso e carente Bairro da Paz, na Paralela – hoje o maior vetor de crescimento econômico da cidade – para fazer promessas e pedir votos. O bairro sofre com a falta de saneamento básico, infra-estrutura e convive com elevado índice de violência.

Candidatos têm de prtestar contas

Os candidatos a prefeito de todo o Brasil têm até o próximo dia 6 de setembro para prestar contas dos financiamentos de campanha, além dos gastos já efetuados até o momento. O Tribunal Regional Eleitoral funciona em esquema de plantão para receber as declarações dos comitês diariamente das 8h às 19h, além de contar com um esquema de recebimento de contas pela internet. A partir do dia 1º de setembro, os candidatos poderão enviar online as declarações, mas para isso deverão atualziar a versão 1.0.0.4 do SPCE, programa com o qual o Tribunal Superior Eleitoral recebe os documentos.

APLB promove debate entre candidatos

A APLB-Sindicato vai promover, no dia 9 de setembro, um debate entre os cinco candidatos a prefeito de Salvador - ACM Neto (DEM), Antonio Imbassahy (PSDB), Hilton Coelho (Psol), João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT). O debate será no auditório da Faculdade Olga Meting, Nazaré, a partir das 8 horas.

Superintendente da SET é exonerado

27 27UTC agosto 27UTC 2008

A pedido do prefeito João Henrique, o Coronel Adelson Guimarães, Superintendente de Engenharia de Tráfego, foi exonerado do cargo, que ocupadava desde 29 de maio de 2007. O anúncio, que veio na noite desta quarta-feira (27), chega depois de muitas confusões nas relações entre o Coronel e os agentes de trânsito, que entraram em greve no dia 29 de julho, pedindo o afastamento do gestor.

O nome do substituto ainda não foi anunciado.

Slogan de Maluf é usado pelo DEM

26 26UTC agosto 26UTC 2008

Os marqueteiros de de ACM Neto copiaram uma peça da campanha de de Paulo Maluf, quando esse foi candidato a governador de São Paulo em 1998, ganhando as eleições daquele ano. A peça plágio foi ao ar nessa terça-feira, na propaganda eleitoral dedicada aos candidatos a vereadores. Nela, são exibidas diversas obras realizadas em Salvador durante os governos de ACM, Paulo Souto e César Borges.

O slogan para campanha de Maluf  "Foi Maluf que fez", exibido com imagens de obras erguidas nos governos Maluf, criado na época por Duda Mendonça,   também se tornou slogan do Democratas, com uma diferença, como ACM Neto não tem nada para apresentar, ao exibir as obras e ações, os marqueteiros deram um jeitinho. Ao invés de ser "Foi Neto que Fez", usaram "Foi ACM que fez", "Foi Paulo Souto que fez" e "Foi Cesar Borges que fez".

 

Imagem de Lula é disputada em Horário Eleitoral

24 24UTC agosto 24UTC 2008

Longe dos palanques para não descontentar aliados nesta eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou se tornando alvo de uma disputa travada entre candidatos a prefeito do PT, dos diversos partidos que compõem a base governista e até mesmo do oposicionista PSDB.

O uso da imagem do presidente nas campanhas já levou tanto petistas quanto aliados a recorrer à Justiça Eleitoral em alguns estados, situação que começa a se acirrar com o início, no último dia 19, do horário eleitoral na televisão.

No Rio, onde o petista Alessandro Molon já ameaçou recorrer à Justiça caso algum adversário usasse imagens do presidente na campanha, Marcelo Crivella (PRB), Jandira Feghalli (PC do B) e Eduardo Paes (PMDB) vinculam-se ao presidente em discursos, slogans e sites oficiais.

Em São Gonçalo, na região metropolitana fluminense, a Justiça Eleitoral proibiu o imagens de Lula veiculadas no programa eleitoral da prefeita Aparecida Panisset, candidata à reeleição pelo PDT.

A representação, movida pela campanha do petista Altineu Côrtes, foi aceita com base em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fevereiro, que veda a participação na propaganda partidária de integrantes de partidos que não estejam na coligação.

Bahia

Com base na mesma resolução, no entanto, a Justiça Eleitoral em Salvador rejeitou ação do petista Walter Pinheiro e liberou o uso da imagem do presidente na campanha do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), candidato à reeleição.

“O nosso processo de identidade com Lula e governador Jaques Wagner vai além do simples uso da imagem. Não cheguei agora no PT, estou desde a construção do partido”, afirma Walter Pinheiro, para quem “a sociedade vai saber separar o que é verdadeiramente parceria”.

O prefeito João Henrique cita diversas parcerias com o governo federal para justificar a participação do presidente em sua campanha. “As grandes intervenções da prefeitura na cidade são em parceria com o governo federal. Como não falar no Lula? Seria até uma injustiça de minha parte.”

Data Folha divulga pesquisa em Salvador

O instituto Datafolha publicou neste domingo uma nova pesquisa de intenção de votos para as eleições de Salvador. A disputa está empatada entre ACM Neto (DEM) e Antônio Imbassahy (PSDB). O democrata fica com 26%, contra 24% do tucano. João Henrique (PMDB) fica em terceiro, com 17%, seguido de perto por Walter Pinheiro (PT), que marcou 13% das intenções. Hilton Coelho permanece em último, com 2%.

 

Na pesquisa espontânea – sem a apresentação dos nomes dos candidatos -, ACM Neto lidera com 16%, seguido por Imbassahy, com 12%. João Henrique fica com 10%, Pinheiro com 8% e Hilton Coelho não pontua. A consulta ouviu 831 eleitores entre 21 e 22 de agosto.

 

SEGUNDO TURNO - O Datafolha também simulou um confronto no segundo turno entre os três mais bem colocados na pesquisa. Neste caso, haveria empate técnico entre Imbassahy (43%) e ACM Neto (39%). Nesta hipótese, dos eleitores de João Henrique Carneiro no primeiro turno, 46% optariam por Imbassahy e 31%, por ACM Neto. Se o segundo turno fosse entre ACM Neto e João Henrique, o democrata teria 47%, contra 37% do peemedebista. Um segundo turno entre Imbassahy e João Henrique daria a vitória ao tucano, com 52% - João Henrique teria 31%.

Favela é área fértil para perversão política

Favelas são terreno fértil para formas perversas de política, diz o sociólogo Luiz Antonio Machado Silva, que há 40 anos estuda favelas no Rio. Machado Silva vê algo de novo e preocupante nas notícias sobre a presença cada vez maior de grupos criminosos com representantes no Poder Legislativo e impedindo a participação de outros políticos em suas áreas de atuação.

Como exemplos de "formas perversas de política", ele cita a troca de votos pelo acesso a bicas d’água, prática comum na década de 40. Lembra também que não é novidade a tentativa de interferência na política, mas que, dessa vez, ela começa a ocorrer!sem intermediários" e com intimidação a políticos que tentam atuar na mesma área.

"Os moradores de favelas acabam confinados e estigmatizados, com dificuldades enormes de organizar suas demandas coletivas. De um lado, a articulação é dificultada pelo tráfico ou pela milícia, e, de outro, há uma polícia com delegação das camadas mais abastadas para reprimir."

Machado Silva, autor do livro "Crime Violento e Política no Rio de Janeiro", é doutor pela Rutgers University, pós-doutorado pela Universidade de Lisboa e professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro).

As favelas estão virando currais eleitorais?

Luiz Antonio Machado Silva - Num certo sentido, elas sempre foram por estarem à margem da sociedade, o que cria um terreno fértil para todas as formas perversas de política. Mas foram raros os momentos em que isso chegou ao ponto do confinamento por meio da violência. Lembro do caso do Tenório Cavalcanti [deputado morto em 1987 que fez carreira política na Baixada Fluminense e inspirou o filme "O Homem da Capa Preta", mas jamais com a intensidade de hoje.

Também não é novidade a tentativa dessas organizações ilícitas de defender seus interesses politicamente. Mas isso acontecia principalmente por meio do financiamento ilegal a alguns candidatos. O jogo do bicho é um exemplo claro disso e, quando ele começa a perder força, o tráfico faz o mesmo.

Agora, no entanto, isso vem se modificando porque alguns grupos ilegais, além de usarem intensamente a violência, estão escolhendo seus próprios candidatos para entrarem na política e defenderem seus interesses. Não há mais intermediários.

Isso surge por causa da ausência do Estado?

Machado Silva - Não acredito. O que há é uma diferenciação entre a atuação do Estado nas favelas e nas áreas mais abastadas. O Estado está presente, seja por meio de escolas ou postos de saúde, seja pela atuação da polícia. A atuação não é homogênea. A polícia não barbariza no Leblon, mas barbariza nas favelas. O problema não é a ausência.

Disso resulta que os moradores de favelas acabam confinados e estigmatizados, com dificuldades enormes de organizar suas demandas coletivas. De um lado, a articulação é dificultada pelo tráfico ou pela milícia, e, de outro, há uma polícia com delegação das camadas mais abastadas para reprimir. Essa população fica, com isso, cercada pelos dois lados.

Pinheiro apela para o emocional

20 20UTC agosto 20UTC 2008

Assim na campanha de João Henrique em 2004, a primeira propaganda eleitoral de Walter Pinheiro, exibida nessa quarta-feira, apelou para o emocional. Logo no inicio sua esposa, filhos e sua mãe deram depoimentos sobre o PInheiro trabalhador e o Pinheiro político.

Durante o clip da campanha, Pinheiro apresenta alguns programas do governo federal. Mostrou também que tem o apoio de Lula e Wagner. Entretanto, não apresentou nenhuma proposta para Salvador.

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